
Lindo Domingo!
Pole do Rubinho na Etapa Brasil de F1 (Maravilha! \õ/)
Bom estou bem contentinha. (Fora o horário de verão que diminuiu meu domingo em 1h ¬¬ ).
Buenas,
Desejo muito sol, muito colorido, muito sorvete, muitos beijos e carinhos a todos neste domingo!
Aproveitem!
Sejam Felizem sem moderação!
Beijos delicados.
Vou postar no dia de hoje uma crônica bem bonitinha sobre duas coisas que eu particularmente sou xonada:
Cronicas e Chocolates.
Sim meus amigos?!
Para quem pensou no mesmo que eu agora ("Que delícia!")
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Muitos devem estar pensando – olha o gerúndio! – em como um ser humano consegue viajar tanto na maionese – ou, neste caso, na calda de chocolate – a ponto de fazer essa comparação absurda de chocolate com crônica.
Podem rir se quiserem; porém, aquele que tiver paciência (virtude rara) ou curiosidade (defeito mais comum em nós, humanos), prosseguirá com a leitura e entenderá os motivos de tal comparação. E então, se tiver sorte, chegará a uma conclusão: que estou certa ou que sou uma completa desvairada. Tanto faz.
Hoje eu li cerca de dez crônicas. Não quaisquer crônicas que encontramos por ai, mas sim, dez das "cem melhores crônicas brasileiras" segundo a seleção feita pelo grandioso Joaquim Ferreira dos Santos.
Machado de Assis, João do Rio, José de Alencar, Lima Barreto, Olavo Bilac e muitos outros não menos merecidos da honraria do título da seleção: "melhores".
Li cada crônica assim como - eis a comparação - um louco por doce come uma fatia de bolo de chocolate com recheio de beijinho e cobertura de brigadeiro: vagarosamente, para desfrutar o sabor ímpar de cada pedaço. E depois ficar meditando em cada palavra, em cada idéia, lambendo os dedos, raspando o prato e chupando o garfinho... Até que uma alma caridosa repare esse desespero mudo e nos salve com a pergunta: "quer mais?”.
E, enquanto o comedor de bolo se pergunta como pode alguém fazer um bolo tão gostoso de comer, eu me pergunto: "como pode alguém fazer um texto tão gostoso de ler? Como é que conseguem falar de coisas que, para nós, são ao simples, tão cotidianas e sem valor literário; mas, quando levadas com a leveza de hábeis mãos, tornam-se inesquecíveis...?
Comparam câmbio com pombas; falam sobre a morte e vida de um mendigo; louvam as máquinas de coser; mostram a reclamação de um defunto de que as ruas da cidade do Rio estão muito esburacadas... E, ainda assim, são únicos no que fazem! Como conseguem nos arrancar risos? Como conseguem fazer com que nos identifiquemos com a realidade da crônica, sendo que esta foi escrita a mais de 150 anos? Como conseguem se imortalizar com tão poucas palavras? Como? Como?”
Tenho teorias.
Creio que está mais do que provado que escritor não é um ser normal. Alguns têm uns costumes estranhos que se eu parasse para descrevê-los, só nos causaria cansaço. Então, fica dito assim: todos sabem que escritor é um ser de natureza insondável – para ficar mais chique – só que poucos sabem o quanto que escrever é um ato egoísta.
Sim, totalmente egoísta. O mundo do bom escritor gira só em torno dele, até quando está falando do mundo dos outros; escreve só para ele, até quando o escrito é dedicado a outrem; escreve a seu bel prazer mesmo quando está reclamando de seus sofrimentos. Ele é o dono das palavras, da opinião, da verdade, do saber. O criador, o onipotente, o livro feito homem.
Não importa se ele será amado, odiado, lembrado ou esquecido; o importante mesmo são aqueles minutos de distração com a pena – para continuar sendo chique – em mãos. Ser lido é só conseqüência. E isso é egoísmo puro.
Já os maus escritores escrevem exclusivamente para vender idéias enlatadas e, quem sabe se tiverem o cuidado de fazerem uma capa bem bonita e chamativa, ficam ricos vendendo milhares de cópias. E sobre sua arte de escrita – se é que podemos chamar assim – não creio que valha a pena que eu dedique mais linhas do que essas que já gastei.
A verdade é que não podemos comparar um LF (livro feito) com as crônicas seculares a que me dediquei hoje – lembrando que não é necessário ser secular para ser bom – assim como não posso comparar um PF (prato feito) com um delicioso bolo de brigadeiro.
E o engraçado é que estamos em época de páscoa e, mesmo ganhando milhares de ovos, não nos enjoamos facilmente do sabor do chocolate – salvo os “que-marca-é-esta?” que acabamos “distribuindo” para as visitas.
Engraçado também vivermos em um mundo de constantes produções literárias para todos os gostos e, ainda assim, mergulharmos sedentos nessas fontes de leitura sem enjoar facilmente.
O bom escritor é aquele que, mesmo em meio a tantos pares, consegue ser ímpar. Que consegue ser completo em uma frase e não ser cansativo em 700 páginas. Fácil?
E não importa se o relógio deu milhares de voltas e o calendário já perdeu muitas folhas, pois quando paramos diante de, por exemplo, Machado com seu “nascimento da crônica”, voltamos a 1850 e sentimos como se tudo tivesse sido escrito no mesmo instante, e, exclusivamente para nos propiciar aqueles minutos de leitura. Nesse momento, os egoístas somos nós, leitores. E, quando acabamos de ler, não sabemos se passou mais de 150 anos, cinco minutos, ou a verdade é mesmo aquilo que o relógio nos mostra. É assim que o tempo pára, volta e vai; e as contagens das folhas do calendário ou dos ponteiros do relógio tornam-se inúteis.
Sendo assim, só nos resta meditar na origem da palavra crônica: Cronos é o deus grego do tempo. E o que, na teoria, era para ser algo temporal, com uma ajuda do deus do tempo e dos cronistas de todos os tempos, a boa crônica ganhou o poder de ser eterna e de tornar eterno quem a criou.
Agora, vou continuar a ler minhas “cem melhores crônicas brasileiras” e a comer meu chocolate... Chocolate e crônica, fusão perfeita...
Creio que um novo estilo literário acaba de ser descoberto: cronilate!
Este pode ser desfrutado a vontade, pois não gera acne. Palavra.






















































































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